Ao fim mais uma vez....
no fim [mais uma vez].
Passou a mão pelos cabelos, sedosos enfim. Esvoaçantes e macios. E ficou pensando na real importância que isso tinha...praticamente nula. Totalmente relevante.
Nunca conseguira mudar essa ótica pessimista. Pensava, desejava tanto seus sonhos que ao chegarem não eram mais novidade, não tinham mais valor.
Vida medíocre...olhando o pôr do sol, com os cabelos ao zunir em seus ouvidos era somente nisso que conseguia pensar; Não deve[ria] ser assim. Mas quem pode dizer o que é certo?
Fechou os olhos para o mundo, por um momento apenas, e se viu no
antes... no momento precursor.
Viera para aprender, ela havia assim escolhido e em outras épocas havia ali estado. No mesmo lugar mas em outro pôr do sol, outra realidade....com outro carma a ser seguido.
Felicidade. Havia conhecido este sentimento; Lindo, completo, viciante, derturpador e ilusório. Como é fácil corromper-se.
Porque as pessoas simplesmente não param quando estão ganhando?